Projeto de pesquisa é contemplado em edital nacional


Um projeto de pesquisa do Câmpus Criciúma do IFSC que prevê o estudo da aplicação da têmpera química em porcelanatos produzidos em Santa Catarina foi contemplado pelo Instituto Serrapilheira, a primeira instituição privada de fomento à pesquisa no Brasil. Intitulado "Chemical tempering applied to industrial manufacture of porcelain tiles" (Têmpera química aplicada na fabricação industrial de porcelanatos), o projeto é o único aprovado por um instituto federal em todo o país. O resultado da seleção foi divulgado em dezembro.

Ao todo, foram 1.955 propostas de pesquisa de todo o país recebidas pelo Serrapilheira, submetidos por pesquisadores de 331 instituições diferentes, de 26 estados brasileiros. Dessas, apenas 65 foram selecionadas. Na lista, figuram universidades e instituições de pesquisa renomadas, como a USP, a Embrapa, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Universidade Federal de Viçosa, o Observatório Nacional e o Hospital Sírio Libanês, entre outras.


O projeto do IFSC é coordenado pelo professor Dr. Marcelo Dal Bó e tem como pesquisador parceiro o professor Dr. Dachamir Hotza, do Departamento de Engenharia Química da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O projeto está vinculado ao grupo de pesquisa ProMat – Tecnologia em Materiais e ao CERMAT - Núcleo de Pesquisa em Materiais Cerâmicos e Compósitos.


O estudo partiu de um desafio: transpor os testes em laboratório para um nível industrial, aplicando a têmpera química em peças de porcelanato fabricadas industrialmente no estado de Santa Catarina, reduzindo sua espessura e, consequentemente, o custo de produção. O porcelanato, em comparação com outros tipos de cerâmica produzidos industrialmente, tem menor porosidade, menor absorção de água e maior resistência mecânica, sendo aplicado com os mais diferentes usos, como em fachadas ventiladas (melhorando o isolamento térmico de edifícios) e em painéis fotovoltaicos, servindo como suporte para células fotovoltaicas, por exemplo.


O projeto obteve um financiamento de R$ 100 mil, o que permitirá o desenvolvimento da pesquisa no prazo de 12 meses, incluindo recursos para bolsa de mestrado, construção de infraestrutura e equipamentos. De Santa Catarina, que apresentou 89 propostas de pesquisa no total, apenas outro projeto de pesquisa foi contemplado, sob a coordenação da professora Suzana Alcantara, da UFSC.


De acordo com o perfil dos projetos apresentados ao Instituto Serrapilheira, dos 65 selecionados prevaleceram, pela ordem, pesquisas relativas a informação, tempo, energia, identidade, matéria, forma e espaço. O critério de seleção principal, segundo o Serrapilheira, foi a ousadia científica. Buscaram-se jovens pesquisadores (com menos de 10 anos de doutorado concluído) que não temessem se arriscar em busca de descobertas capazes de ampliar as fronteiras de seus respectivos campos de pesquisa.


Por Jornalismo IFSC | Câmpus Criciúma

 

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